quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cyberfeminismo, mulheres ocupando os espaços virtuais

Fotos e texto por Alexandra Martins

"Do mesmo jeito que a gente tem medo de abrir as pernas para conhecer o que lá dentro, também temos medo de abrir um computador"

Neste fim de semana dei uma mapeada no meu banco de imagens e encontrei umas fotos que há um tempão atrás apresentei no Balaio Café sobre Cyberfeminismo que seria uma teoria feminista que incentiva a reflexão e ação das mulheres a começarem a se apropriar de espaços tecnológicos ditos masculinos.

As fotos foram tiradas no Carnaval Revolução, em 2006 em uma oficina super interessante sobre o tema. A menina que propôs a oficina levou um CPU que acabamos abrindo enquanto ela mostrava parte por parte da máquina. O objetivo era trazer uma reflexão mais profunda: do mesmo jeito que a gente tem medo de abrir as pernas para conhecer o que lá dentro, também temos medo de abrir um computador.

Os conhecimentos tecnológicos e científicos sempre foram voltados para desejos e necessidades masculinas. A participação de mulheres é pouca nas áreas consideradas “técnicas” como: Internet e computação, ferramentas essas de grande importância para o (re) desenho de corpos femininos.

E é justamente nessas áreas onde a biotecnologia invade todos os campos da vida: a gênese, a beleza, arte e trigo, popularizando seus discursos utópicos, seus processos, objetos e sujeitos automatizados, criando novos espaços e instrumentos de dominação.


O ciberespaço, assim como a ciência, ainda é um espaço a ser ocupado pelas ativistas e cientistas brasileiras, mapeado, pensado, desenhado e reinventado. Questões como a ciência e a biotecnologia devem ser radicalmente incorporadas e amplamente discutidas ao nosso cotidiano.

Cyberfeminismo aparece como um grito, uma preocupação que revela a urgência que mais mulheres comecem a dominar estes espaços. Não apenas refletindo e politizando essa rápida expansão, como também questionando-a e tirando-a do domínio exclusivo do privado e masculino.

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