quinta-feira, 29 de abril de 2010

“Ciberfeminismo: uma conquista feminina”



“Esta é uma história sobre mãos invisíveis.
Isto é uma história sobre o trabalho sem fim.
Esta é uma história sobre o trabalho das mulheres por manutenção e sobrevivência.
Esta é uma história sobre o trabalho de corpo da mulher na invisível economia feminina de produto e reprodução.
Esta é uma história sobre a repetição, o tédio, o exausto, a coação, a derrubada.
Esta é uma história sobre o peso, da repetição, a tensão do trabalho manual na velocidade das máquinas eletrônicas.”

O ciberfeminismo, entendido como uma praxis pós-feminista, vê-se como uma rede de um complexo território tecnológico e político. O mundo tecnológico foi, desde sempre, um domínio tradicionalmente masculino. De facto, a partir do dualismo clássico que fundamenta o pensamento e a construção social ocidental surge a ideia de que a mulher está associada ao instinto, à natureza e desta forma ao espaço privado da vida; enquanto que o homem à inteligência, à cultura, e portanto ao público.

No entanto, desde o século XIX, com a entrada maciça da mulher no mercado de trabalho, a dualidade acima referida entrou em conflito e em contradição, dada a sua ambivalência, não apenas no âmbito laboral, mas em dimensões mais abrangentes como a política, social e a cultural.
Assim, o feminismo tem demonstrado que a conquista do trabalho assalariado destorceu o mito criado pela feminilidade e em grande parte pelos fundamentos do patriarcado, fazendo com que as mulheres se tornassem seres mais activos, independentes e produtores, para além de reprodutores, apesar desta conquista não se manifestar de forma tão evidente. Desta forma, alguns feminismos têm levado adiante algumas das suas estratégias, incidindo numa alteração geral dos valores que sustentam as relações patriarcais ou de dominação masculina.

De todo o modo, o ciberfeminismo desenvolveu-se na base das mesmas apirações ou fontes, pois a entrada da mulher no mercado de trabalho ao exigir a conquista da palavra para uma circulação pública feminina, permitiu, também, o estabelecimento de uma rede de comunicação entre as mulheres. O meio social para além de possibilitar o desenvolvimento do discurso feminino e feminista, criou uma alternativa contracultural: os pensamentos feministas podem ser dicutidos de uma forma não institucional, por meio de um sistema que dissolve, desta forma, os papéis e as identidades convencionais incutidas ao género.

Na realidade, o ciberfeminismo lançou uma esfera de optimismo entre as mulheres, transformando-o num espaço e num território de desenvolvimento e manifestação sociocultural, simultaneamente.
Ana Ferreir

colaboradores: Mileide de souza, Paulo Nascimento

Ciberfeminismo

Achei esse vídeo bem interessante ele aborda quase tudo que o texto “O ciberfeminismo nunca chegou à América latina’’ de Tatiana Wells. Só uma observação é que o vídeo estar em espanhol, mas mesmo assim esta bem simples e dá para ser compreendido. Vale a pena dar uma olhada!


Cyberfeminismo, mulheres ocupando os espaços virtuais

Fotos e texto por Alexandra Martins

"Do mesmo jeito que a gente tem medo de abrir as pernas para conhecer o que lá dentro, também temos medo de abrir um computador"

Neste fim de semana dei uma mapeada no meu banco de imagens e encontrei umas fotos que há um tempão atrás apresentei no Balaio Café sobre Cyberfeminismo que seria uma teoria feminista que incentiva a reflexão e ação das mulheres a começarem a se apropriar de espaços tecnológicos ditos masculinos.

As fotos foram tiradas no Carnaval Revolução, em 2006 em uma oficina super interessante sobre o tema. A menina que propôs a oficina levou um CPU que acabamos abrindo enquanto ela mostrava parte por parte da máquina. O objetivo era trazer uma reflexão mais profunda: do mesmo jeito que a gente tem medo de abrir as pernas para conhecer o que lá dentro, também temos medo de abrir um computador.

Os conhecimentos tecnológicos e científicos sempre foram voltados para desejos e necessidades masculinas. A participação de mulheres é pouca nas áreas consideradas “técnicas” como: Internet e computação, ferramentas essas de grande importância para o (re) desenho de corpos femininos.

E é justamente nessas áreas onde a biotecnologia invade todos os campos da vida: a gênese, a beleza, arte e trigo, popularizando seus discursos utópicos, seus processos, objetos e sujeitos automatizados, criando novos espaços e instrumentos de dominação.


O ciberespaço, assim como a ciência, ainda é um espaço a ser ocupado pelas ativistas e cientistas brasileiras, mapeado, pensado, desenhado e reinventado. Questões como a ciência e a biotecnologia devem ser radicalmente incorporadas e amplamente discutidas ao nosso cotidiano.

Cyberfeminismo aparece como um grito, uma preocupação que revela a urgência que mais mulheres comecem a dominar estes espaços. Não apenas refletindo e politizando essa rápida expansão, como também questionando-a e tirando-a do domínio exclusivo do privado e masculino.

faca voce mesm@

Entre alguns sites que olhamos que faz farte de um tema geral apoiando o ciberfeminismo, o
faca voce mesm@, como escrito no texto de Tatiana Wells, realmente aspira divulgar qualquer ajuda à trabalhos colaborativos.

Um exemplo disso é:
Como criar um kit de ferramentas de identificação de marca

Para um melhor reconhecimento de marca do seu negócio, qualquer mulher(ou pessoa) que tenha interesse pode aproveitar alguns minutos do seu dia aprendendo como dar à sua empresa o tipo de reconhecimento que uma marca precisa. É só seguir alguns tópicos que foram escritos de maneira simples no link acima e boa sorte!
Fácil e prático, esse site realmente pode facilitar a vida de quem procura sustento intelectual.

Gerson e Mariana

quinta-feira, 22 de abril de 2010

BROOMS

Bom, achei esse video interessante e resolvi posta-lo.
É um grupo de dança de rua usando vassouras nas suas performances.
http://www.youtube.com/watch?v=n-_mUAhzhkg


Por Elaine Silva

Em que nos tornamos

EU ETIQUETA

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade.
Por: Rita Oliveira e Meire Ellen

Youtube

Um exemplo do compartilhamento do vídeo pode ser a evolução do youtube. Co-fundadores Chen and Chad Hurley não imaginariam que seu site poderia atingir em média 35,000 videos "uploaded" no YouTube todo dia! O exemplo do youtube provem da facilidade de acesso e uso dos internautas que logam em seus perfís para divulgação de diversos temas. Músicos, atores, pitores entre outros projetam seus vídeos (amadores ou não) para o mundo. O importante é ressaltar que sendo artísta ou não o youtube possibilita a divulgação de sua arte na internet.

-Gerson e Mariana

A Situação

Em A Situação (1978), Geraldo Anhaia Mello, tenta falar sobre a situação sócio-ecônomico-cultural do país enquanto bebe (de verdade) duas garrafas inteiras de cachaça. No final, a situação do orador está tão trágica quanto a do país.

Colaboração: Nathalia Miranda e Gilsilene Lima.



vídeo sobre ciberativismo



O Desenrola! especial do Ciclo Comunicar Política perguntou aos alunos da Facha, no Rio de Janeiro, o que é ciberativismo? Quem dá a explicação é o publicitário João Carlos Caribé. Ele é simpatizante da cultura livre e atua como consultor de inovação e comunicação.

The Story of Stuff

O projeto The story of stuff idealizado pela americana Annie Leonard é uma grande demonstração de ciberativismo, faz uso da internet para mostrar as consequências negativas causadas ao planeta pelo consumismo desenfreado praticado pela sociedade nos dias de hoje, propõe alternativas para consumo conciente e sustentabilidade.

http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k

http://www.storyofstuff.com/

Intro de Documentário dos DH


Vídeo de introdução à um documentário sobre um movimento de ciber e infoativismo bem suscedido criado pelos Direitos Humanos para ajudar diversos países do mundo no planejamento de diferentes frentes de luta, ajudando também na organização dessas frentes e fornece dicas de ferramentas da web úteis para se obter suscesso na organização de projetos ativistas do tipo.

Ciberativismo.

Na aula do dia 20/04 na terça-feira lemos o texto que citava sobre os vários tipos de ciberativismo. Li esse texto na revista vida simples e achei bem interessante, vale a pena ler.


O que é ciberativismo?
É uma forma de ativismo pela internet, também chamada de ativismo online ou digital, usada para divulgar causas, fazer reivindicações e organizar mobilizações

Por Yuri Vasconcelos

“É uma arena complementar de mobilização e politização, somando-se a assembléias, passeatas, atos públicos e panfl etos”, diz o professor de comunicação da Universidade Federal Fluminense Dênis de Moraes em seu texto O Ativismo Digital, divulgado, claro, na internet. Usado principalmente por ONGs e entidades civis, o ciberativismo é uma alternativa mais democrática e acessível do que os meios de comunicação de massa tradicionais e pode ser praticado por qualquer pessoa que tenha acesso à internet. E de várias formas.
Você pode participar de fóruns e grupos de discussões, mandar e-mails a representantes políticos exigindo providências sobre determinada questão, assinar abaixo-assinados online cobrando de empresas e autoridades o cumprimento dos direitos do consumidor (acesse www.portaldoconsumidor.gov.br), apoiar a causa dos direitos humanos e defesa de minorias (como nos sites internacionais www.amnesty.org, www.hrw.org e nos brasileiros www.oab.org.br e www.dhnet.org.br) e até mesmo criar blogs para divulgar essas e outras causas, como o combate
à corrupção, a conservação da natureza e a propagação da cultura de paz.
O site www.thepetitionsite.com (em inglês) dá um passo-a-passo para quem quer fazer uma petição online e coleta mais de 10 mil assinaturas por dia. Assim, utilizando a rede mundial de computadores, os ativistas conseguem botar a boca no trombone e, muitas vezes, obter algum êxito com isso.
No fim de 2006, por exemplo, a caixa postal do senador mineiro Eduardo Azeredo foi inundada por
e-mails contrários ao projeto de lei que obrigava a identificação dos usuários de internet antes de iniciar qualquer operação que envolvesse interatividade. A mobilização surtiu resultado e o projeto acabou sendo arquivado. No blog cultura-de-paz.blogspot.com, que tem entre suas causas o próprio
ciberativismo, você pode ver uma lista de links de campanhas para apoiar.


O excesso de informações

O excesso de informações se torna insuportável para o nosso cérebro, pois não conseguimos assimilar, então, precisamos ¨deletar" e esquecer, despoluindo, triturando, para que possamos pensar com mais clareza para ter plena liberdade de escolha.

Midiatrix por Marcello Benedictis & Thiago Pilloni

Muito interessante!!! Exemplo de "Culture Jamming", movimento de resistência à hegemonia cultural das "corporations" através dos meios de comunicação de massa. Os ativistas utilizam muito a tecnologia, pricipalmente ligada á comunicação como: internet, video, audio. O culture jamming faz parte do ativismo digital particularmente das mídias táticas.
Muito interessante como esse vídeo traz um remake do filme Matrix, comparando a "matrix" com a lobotomização que a Rede Globo opera nos individuos diariamente.

Midia tática



Um bom exemplo a ser seguido. Deveríamos reciclar todo o cenário politico do país.


Meire Ellen e Rita Oliveira

Sangue, sêmen e saliva



O óleo se metamorfoseia em motor da sobrevivência do negro e de sua cultura. Torna-se fluido vital que permite a perpetuação da vida.
(Ayrson Heráclito)



Vídeo instalação do professor Ayrson Heráclito, que utiliza como veículo o meio digital para divulgação da sua arte.


Átila e Lígia

Alguns ataques de hackativismo

Para relacionar com texto sugerido pela professora.
(Media Táticos: Uma introdução Crítica ao Activismo Digital Do-It-Your-Self)
Achei interessante relacionar ataques de hackers "bem intencionados", pode ser comparado aos terroristas, sendo que o mal causado não é de ordem física e sim digital....

Segue abaixo:

O worm WANK (outubro de 1989)

Este foi provavelmente o primeiro ataque de um “hacktivista” (o hacker ativista). O WANK foi um worm que atingiu em cheio os escritórios da NASA em Greenbelt, cidade no estado americano de Maryland. O programa invasor – cujas iniciais significam Worms Against Nuclear Killers (literalmente, “vermes contra os assassinos nucleares”) – fez aparecer um banner em todos os computadores do sistema. Foi um protesto que teve como intuito tentar impedir o lançamento da sonda Galileo (que utilizava plutônio como combustível) a Júpiter. Dizem que a NASA gastou cerca de meio milhão de dólares em tempo e recursos para fazer a limpeza completa do seu sistema. Até hoje, ninguém tem certeza de onde o ataque se originou, embora muitos dedos tenham sido apontados para hackers de Melbourne, na Austrália.

O hacker anti-DRM (outubro de 2001)

Aos nossos olhos, os hackers não são necessariamente más pessoas (como deixamos claro em nossa lista dos 10 Maiores Hackers de Todos os Tempos). Muitas vezes, eles estão apenas tentando corrigir algo errado ou facilitar a vida do público consumidor de tecnologia. Foi esse o caso do hacker conhecido como Beale Screamer, cujo programa, o FreeMe, permitia aos usuários do Windows Media desvencilhar-se do famigerado DRM, sigla pela qual é mais conhecido o procedimento de segurança “digital rights management” que vem agregado a inúmeros arquivos de música e vídeo. Quando a Microsoft começou uma caçada a Beale, diversos ativistas anti-DRM passaram a tratá-lo como um verdadeiro herói tecnológico.


Entrevista com Yoani Sánchez

Parte 1


Parte 2


Entrevista com Yoani Sánchez, uma blogueira cubana que escreve seus textos no Blog Generacion Y. Na entrevista ela conta as dificuldades de ser uma blogueira e morar em cuba, conta as perseguições e sanções que sofre do governo cubano por expor suas ideias na rede mundial. Saiba mais

Interactors v2


A desconstrução do vídeo é notável, pois as pessoas vão além do limite do audio-visual quando usam o corpo para mover as letras projetadas na parede.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

compartilhamento delivery

Como pintar a MONA LISA com o PAINT.

Para todos que pensaram que o Paint é coisa de criança, podem tira essa ideia da cabeça porque esse ARTISTA em Caps Lock, hehehe, desconstruiu por inteiro essa ideia infantil que criamos do programa paint. Em 02h30min ele fez o quadro Mona lisa de Da Vinci, usando apenas o paint.Vale a pena dar uma olhada no vídeo.

Transit



Um dos vídeos citados no texto Extremidades: desconstrução, contaminação e compartilhamento do vídeo no Brasil de Christine Mello é Transit de Regina Silveira. Eu tive a oportunidade de assistir esse vídeo numa mostra de vídeo-arte no Mam, mas não encontrei no youtube.

Sinopse:
Projetada de vários pontos de São Paulo, uma mosca gigante e luminosa aderia a fachadas, monumentos e viadutos, apropriando-se da paisagem noturna e das texturas urbanas.

Alice na água- Fotografia

Para quem gosta de fotografia, achamos um site com fotografias em baixo d'água separados em diversos ábuns por temas:
http://elenakalis.carbonmade.com/
Focamos no álbum inspirado nos livros "Alice no país das maravilhas" e "Alice através do Espelho" (segundo álbum do site). De maneira lúdica e cores chamativas a fotógrafa Elena Kalis captura crianças fantasiadas em cenas do livro.

Vale a pena dar uma olhada:
http://elenakalis.carbonmade.com/projects/2289942

-Gerson e Mariana

A Tela / L'Écran para estudantes de Artes Visuais, Cinema, Vídeo, Comunicação Social


anna_katharina

Foto: Anna Katharina Scheidegger

De 23 de abril a 24 de maio, o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República realiza em Brasília o projeto A Tela/L’Écran, em parceria com a escola francesa de vídeo e fotografia Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains*, a Casa da Cultura da América Latina (CAL), o Instituto de Artes Visuais da UnB e a Biblioteca Nacional.

Integram a programação do evento cursos e palestras gratuitos com especialistas nas linguagens fotográfica e audiovisual. O projeto é voltado a estudantes de Artes Visuais, Cinema, Vídeo, Comunicação Social, entre outros interessados.

Para participar dos cursos, é necessário possuir equipamento fotográfico ou de vídeo e se inscrever, até o dia 20 de abril, pelo e-mail museunacional@gmail.com ou pelo telefone (61) 3325-6410. Os estudantes passarão por uma pré-seleção no Museu Nacional mediante análise de portfólios (material em vídeo e foto). As palestras são abertas ao público.

A abertura do projeto será feita pelo diretor do Museu Nacional e coordenador geral do evento Wagner Baja, no dia 23 de abril, às 19h, no auditório 2 do Museu.

Confira a programação completa do evento aqui.

*Fundada em 1997, a Le Fresnoy é uma conceituada instituição de formação artística da França, que promove grandes exposições de arte contemporânea, projeções cinematográficas, concertos, espetáculos, palestras e conferências para estudantes em nível avançado e com formações diversas, seja em artes plásticas, cinema, fotografia, vídeo, arquitetura, música ou performance. A escola recebe estudantes de todo o mundo e seu quadro de professores reúne especialistas em arte contemporânea, como Tsai Ming-Liang, Dominique Gonzales-Foerster e Raoul Ruiz.

Fonte: http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=14214

domingo, 11 de abril de 2010

iPad, prancheta digital com acesso a internet
Vale a pena ter um iPad no brasil?
...Essa seria a resposta curta à pergunta do título... Leia mais!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Câmera de vídeo HD é do tamanho de caixa de fósforos


Gadget grava vídeos, tira fotos e reconhece a voz do dono


A loja virtual britânica Firebox começou a vender uma microcâmera de alta resolução menor que uma caixa de fósforos. A Muvi Digital Video Camera tem 4 centímetros de comprimento, 2 centímetros de altura e 1,5 centímetro de espessura, ideal para quem quer virar espião caseiro.

A microcâmera é ativada por um recurso de reconhecimento de voz do usuário e grava vídeos em qualidade VGA (640 x 480) durante uma hora e tira fotos com 2 megapixels de resolução. O gadget vem com um cartão microSD de 2GB (com expansão de até 8GB). Todo conteúdo é transferido para o computador via USB, enquanto sua bateria carrega.

  Divulgação
A Muvi Digital Video Camera está à esquerda das duas imagens.


A Muvi Digital Video Camera também serve como webcam, custa cerca de R$190 e pode ser encontrada aqui.


Fonte: http://revistagalileu.globo.com/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Oportunidades do livro digital para o mercado

 
                                 Rosely Boschini*
 
            Na Feira do Livro de Frankfurt 2009, na qual o Brasil esteve presente com 1.640 títulos e 50 editoras, cuja participação foi organizada pela CBL, um dos temas recorrentes foi o advento do e-book. Dentre os 7.373 expositores, 361, ou 5%, o incluíram em seus estandes. A novidade apresentada no maior evento do mercado editorial em todo o mundo referenda uma realidade ascendente do mercado. Em 2008, o livro digital movimentou US$ 100 milhões nos Estados Unidos, onde mais de 80 editoras já atuam no segmento. Na Alemanha, venderam-se 65 mil unidades no primeiro semestre deste ano.
         Não há dúvida de que se trata de uma tendência irreversível o surgimento de um consistente mercado de equipamentos de leitores eletrônicos, que cativarão parte dos consumidores. Isto não significa o fim do livro impresso, cujo encanto, praticidade e caráter lúdico continuarão determinando a preferência de bilhões de pessoas em todo o Planeta. Portanto, mais do que uma preocupação, o e-book deve ser visto como oportunidade de ampliar o universo do público leitor e desenvolver uma nova vertente de negócios.
         A convivência de distintos processos é uma realidade em todos os setores de atividade. Saber explorar o imenso potencial aberto pela convergência significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda. No tocante ao livro impresso, a mescla de tecnologias já significou um avanço importante. Um exemplo: a impressão digital, viabilizando tiragens pequenas, com qualidade quase idêntica à do offset, possibilita lançar e testar, na realidade do mercado, maior número de títulos, sem onerar de modo demasiado as editoras. O e-book, que reforça a capacidade de atender com precisão cirúrgica à demanda real, também abre novas perspectivas, como agregar imagens e som ao conteúdo.  
         Cabe ao setor livreiro aproveitar tais possibilidades, desenvolvendo uma vertente mercadológica promissora e capaz de contribuir para o aumento do número de leitores. As editoras, num futuro não muito distante, serão provedoras de conteúdos, disponibilizados para o público consumidor em diferentes mídias, seja a comunicação gráfica ou eletrônica. As livrarias, do mesmo modo que vendem com sucesso CD e DVD, terão espaços para os equipamentos de livro digital, certamente com distintos pacotes de conteúdo.
        
         Obviamente, será necessário um novo ordenamento dos direitos autorais. Sem tal providência, a ser normalizada internacionalmente, ficará difícil desenvolver e consolidar o mercado do e-book. Segurança quanto à autenticidade e legalidade dos conteúdos também será fundamental. Vejam o que acontece no mercado de filmes e música em CD e DVD, muito prejudicado pela pirataria. Não há dúvida de que a digitalização de conteúdos editoriais sob a tutela de direitos legais suscitará facilidades para a falsificação e reprodução ilegal, ampliando a ameaça de falsificação muito além das máquinas copiadoras que enfrentamos hoje.
            As dificuldades e problemas a serem superados, contudo, não devem impedir o avanço da tecnologia. É preciso conviver com as transformações, adaptar-se a elas e as converter em real oportunidade. Claro que esse processo de adequação é mais fácil quando o mercado atua de maneira coesa e sinérgica. Nesse sentido, é fundamental o trabalho das entidades de classe, como tem feito a Câmara Brasileira do Livro (CBL), por meio de seu Grupo Digital.
Do mesmo modo que sua atuação ajudou o setor editorial a assimilar e usufruir os benefícios e oportunidades da impressão de títulos sob demanda, a entidade está mobilizada no caso do e-book. O intercâmbio de informações com os mercados mais avançados, promoção de estudos, debates, análise de experiências bem-sucedidas, palestras e a defesa intransigente dos direitos de todos contribuirão para que o livro digital seja mais um meio para o sucesso de nossa meta de converter o Brasil num país de leitores.     
 
*Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
http://www.cbl.org.br/